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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Retrô demais pro meu gosto!

Você sente que algo está mudando quando percebe algumas constâncias na sua vida cotidiana. No meu caso, musicalmente falando, percebi que o meu gosto musical está, consideravelmente, nos últimos anos, se voltado para músicas de hoje, mas com forte influência das décadas de 70 e 60 para trás. Entre os 10 discos que mais ouvi no último ano, metade deles seguem uma linha folk/soul/jazz/pop. No topo, os álbuns "Army of One" de Espen Lind e "Rockferry" de Duffy, lançados o ano passado, mas que poderiam muito bem ter sido lançados em mil novecentos e sessenta e alguma coisa. Seguindo este mesmo aspecto, "Life In Mono" de Emma Bunton, "Back to Basics" de Christina Aguilera (que eu realmente recomendo arriscar ouvir) e "Back to Black" da Amy Winehouse. Além desses, dois álbuns folk/pop (ou pop/folk, tanto faz) eu ouvi muito desde o ano passado: "Quelqu'un m'a dit" de Carla Bruni e "Counting Down the Days" de Natalie Imbruglia. Enfim, tudo muito tranqüilo e, em alguns casos, levemente dançante. Provavelmente, esta seja a minha característica musical mais forte nestes últimos tempos, mas eu não excluo outros estilos... O curioso mesmo é notar que todo mundo está fazendo música olhando para trás, como se o futuro talvez não valesse muito a pena...

domingo, 28 de junho de 2009

MJ

Antes de eu saber o que era pop, eu já ouvia as suas músicas. Antes de eu saber o que era coreografia, eu já tentava dançar igual a ele. Antes de saber o que era um videoclipe, eu já me assustava vendo "thriller". Antes de eu saber o que era um superstar, eu já o conhecia, mesmo morando em um cidadezinha minúscula no interior do nordeste. Quando passei a morar na "cidade grande", uma vizinha que eu tinha era sua fã, e eu passei a infância ouvindo os seus álbuns. Quando descobri o que era música e o "maravilhoso mundo da MTV", eram os seus clipes dos anos 90 os que eu mais assistia. Quando me tornei fã de alguns artistas, era ele uma de suas grandes influências. Teve uma época quando eu era adolescente (e na adolescência você sempre nega algumas coisas da infância) que eu deixei de gostar dele. Mas, um tempo depois, quando eu comecei a sentir nostalgia de muitas coisas de quando eu era garoto, ele foi logo uma destas lembranças. Quando eu comecei a conhecer um pouco mais de música, percebi que ele não tinha o sucesso que tinha por acaso, mas porque até hoje seu estilo e sua obra são, assim como os Beatles, a base da música pop. Mas, o tempo passou, e ele começou a ser falado por outros motivos (como se outra coisa fosse mais importante). E ele começou a decair... Três dias atrás, ouvindo rádio na casa dos meus amigos, eu soube que ele partiu, justamente quando queria se reerguer. E, agora, escrevendo este texto, eu me emociono. Não por estar comovido com a sua morte, mas por perceber que durante toda a minha vida, até hoje, sua música esteve presente. E por compreender que se hoje escrevo, pesquiso e falo sobre música é porque, quando eu era um garoto, eu queria ser como ele. Obrigado Michael. Don't matter if you were black or white.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Feel

Apesar de eu ter feito este blog com a única intenção de escrever sobre música, tentando ser o menos subjetivo possível, embora a própria escolha do que vou falar já indique uma subjetividade, hoje resolvi dedicar este post a um daqueles momentos "blog-diário". Mas prometo que não vou ficar falando muito de mim, pois isto é algo que se as pessoas soubessem o quanto não gosto não me pergutariam nem o usual "como vai?". Bem, vamos ao momento "eu": Ontem fiquei o dia inteiro na cabeça com uma música que provavelmente ninguém conheça, "Feel" do experimental e eletrônico segundo álbum de Darren Hayes. Para mim, este disco é simplesmente transcendental. Basta ler a dedicatória na parte de agradecimentos no encarte do CD: "À luz e à escuridão em nós todos". Darren trabalhou neste disco a idéia gestáltica (conhecida até) de que diferentes sonoridades comunicam diferentes texturas, colorações, paladares e outras sensações (algo que estudei em uma pesquisa que fiz para a faculdade). Assim, aliando esta teoria a letras suas que registravam um momento muito particular de sua vida, Darren criou este álbum, que essencialmente associa as diferentes luminosidades da eletrônica com os diferentes estados de espírito/sentimentos tratados em suas letras. Assim, o álbum é formado por canções/sonoridades, como "Darkness" (escuridão), "Light" (luz), "Void" (vazio) e "Feel" (sentir). De todas elas, "Feel" com certeza é mais diferente, uma música que, definitivamente, não agrada muito. Enfim, lembrei dela pois penso em um dia criar algo que dialogue com estas canções. Daí que hoje resolvi ligar minha rádio do last.fm e qual a primeira música que escuto? "Feel", não a do Darren mas a do Robbie Williams, uma das músicas que mais traduzem certas coisas que penso da vida. Então, achei muito engraçado essa coincidência de títulos e como estas músicas têm importância para mim (pretendia incluir o clipe de "Feel" do Robbie Williams na videografia de outra pesquisa que iria fazer, sobre videoclipe e cinema, mas que resolvi adiar). Então, resolvi deixar aqui o clipe do Robbie com a tradução (a melhor letra dele) e a música do Darren neste >link<.

Fim e não volto mais a falar de mim.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Life Is Good

Dias frios são sempre deprimentes, entre outras coisas porque somente músicas melancólicas para combinarem com esse clima apagado que faz a gente se fechar. A exceção é esta bela e agradável canção nórdica...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

MÚSICA LEVE E MÚSICA PESADA

Não, eu não estou falando de pop ou heavy metal! hehe Uma música leve é aquela para as manhãs de sol, e uma música pesada para se sentar e pensar. O que determina a leveza ou peso de uma música, para mim, é sua profundidade (lírica e sonora). Não que músicas leves sejam superficiais, mas são músicas que comunicam de maneira mais suave e agradável para o espírito. Músicas pesadas são carregadas, graves, emocionais. Uma é clara, a outra é escura. Uma inspira ao ar, a outra mantém os pés na terra. Há também as músicas entorpecidas, que são leves mas profundas. E as emos, que querem ser profundas mas não o sabem. E também há as músicas de festa e várias outras... mas hoje, eu estou para as músicas sérias. "I'm just torn inside".

domingo, 17 de agosto de 2008

ANOS 90

10 músicas hits da década. 1990- Nothing Compares 2 U - Sinead O'Connor 1991- More Than Words - Extreme 1992- Smells Like Teen Spirit - Nirvana 1993- All That She Wants - Ace Of Base 1994- Linger - Cranberries 1995- Kiss From A Rose - Seal 1996- One Of Us - Joan Osborne 1997- Don't Speak - No Doubt 1998- Truly Madly Deeply - Savage Garden 1999- Fly Away - Lenny Kravitz

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

O PRAZER DE UMA COLETÂNEA

Coletânea (ou Greatest Hits, como preferir) é sempre um bom negócio para a gravadora: é só juntar todas as músicas de um artista/banda que tocaram nas rádios em um único cd, adicionar algumas inéditas para servir de chamativo e voilà! Boa vendagem na certa. 

Claro que para o público é também muito apreciável. Você finalmente vai ter o cd com todas as músicas que você gosta de fulano. É como se fosse um especial de rádio ou da MTV. Ou se você não conhece muito a banda, é a oportunidade para ter em mãos só a nata das canções. Mas há algo que muito me encanta em algumas coletâneas: o sentimento de nostalgia e celebração que elas me trazem. 

O disco que mais escutei em 2008 foi justamente uma dessas: The Singles 1997-2007 de Natalie Imbruglia. Uma década da minha vida está nesse cd. Desde “Torn” (sua primeira canção) até a atual “Glorious” (uma das músicas que mais me põe pra cima nesse mundo), estão lá mais do que simples hits, mas a vivência e a memória de diversas fases da minha vida. “Wishing I Was There” tem o sabor dos meus treze anos, já “That Day” me remete a momentos de reflexão e solitude, assim como a melancólica “Counting Down The Days” é da minha época mais sentimental. 


Ouvindo este disco (que num primeiro instante não me interessou muito, já que tinha ouvido até furar todos os singles da Natalie) eu revisitei os espaços mais pessoais da minha memória, revivendo sensações e resignificando momentos que muito me fazem ser quem sou hoje. Mais do que lembranças de algo que vivi, todas estas canções são testemunhas e veículos de uma vida interior e um amadurecimento pessoal deste que vos escreve. Reescutá-las nesta coletânea é dialogar com um antigo Eu e reestabelecer coisas que não devo deixar para trás, o meu processo de aprendizado como ser humano. É acertar as contas com o que passou, é re-sentir bons sentimentos, é respirar o ar dos dias, é compreendê-los e estar pronto para futuro. Enfim, um momento de epifania. 

 A coletânea traz ainda inéditas que apontam uma nova fase musical para Natalie, como em “Against The Wall”, que tem uma sonoridade meio britpop/indierock, um tipo de música que me leva a muitos lugares também. Glorious: The Singles 97-07 é uma celebração do passado, do agora a que ele conduziu e do presente que está por vir.